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segunda-feira, 5 de maio de 2014

“Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre?” Isaías 49: 15b


Quando pensamos na figura das mães sempre associamos a uma mulher de amor incondicional, com capacidade de realizar coisas que a própria razão desconhece, atitudes, ações que refletem tão somente o cuidado por sua cria.
Sempre que releio o texto de Isaías 49, e de forma muito especial os vvs 15 e 16, é inevitável não pensar nesse “amor incondicional” que muitas mulheres tem por seus filhos e filhas, algo instintivo, quase sobrenatural.
Na tentativa de entender um pouco mais do que o profeta esta falando, compreendi que os capítulos 49 e 50 fazem parte de um bloco chamado “Cântico do Servo”, e possuem temas similares a atitudes maternais: CONSOLO, COMPAIXÃO e RESTAURAÇÃO.
Deus diz ao povo de Israel que nunca se esqueceria deles, mesmo que uma mulher viesse a esquecer de seu filho a promessa que é de que o Senhor estaria pronto a nos consolar, ter compaixão e nos restaurar. São três características que poderíamos atribuir a muitas mães.
Desde o momento que estamos em gestação o ato de consolar é presente, comum é observar as mães acariciando suas barrigas, como se o embalo de suas mãos embalassem nossas vidas num ato antecipado de consolo.
Depois que nascemos somos constantemente agraciados por sua compaixão, frequentemente combina-se a uma vontade de aliviar ou diminuir o nosso sofrimento, bem como demonstrar especial gentileza em tentar nos livrar dos males desse mundo.  
Quando busquei entender o que seria esse sentimento de restauração numa perspectiva maternal, ficou claro que nossas mães constantemente estão realizando coisas para restabelecer a ordem do nosso viver e os danos decorrentes do tempo e de nossa falta de experiência.
A certeza que tenho é que em nosso viver a promessa de termos o consolo, compaixão e restauração será sempre um ato divino por nossas vidas, nossa família e igreja.

Que todas as Mães recebam a Graça do Consolo, Compaixão e Restauração vindas do Senhor nosso Deus, e que todos os filhos e filhas também sejam agraciados com estas maternais características do nosso Senhor!       

Pr. Márcio Gomes dos Santos 

sábado, 8 de março de 2014

O Fio da História: Dia Internacional da Mulher



O Fio da História: Dia Internacional da Mulher

Lá estavam elas, ao som dos teares, tecendo com fio lilás os tecidos que deveriam vestir e aquecer outros corpos - roupas que elas mesmas jamais vestiriam. Já próximas ao limite de suas forças, exaustas pelas 16 horas de lida diária, as operárias ainda encontravam ânimo para socorrer companheiras que se esvaíam tuberculosas; para saudar crianças recém-nascidas que saltavam pra dentro da vida ali mesmo, sob os teares; e para chorar as envelhecidas jovens que aos 30 anos agonizavam em seus postos e se despediam de sua breve vida. Entretanto, embaladas pelo ritmo das máquinas, e com o colo molhado pelas lágrimas, gestavam sonhos de esperança: salários dignos, melhores condições de saúde, jornada de trabalho que lhes permitisse abraçar mais longamente suas crianças, beijar mais ternamente seus maridos e saborear um pouco mais a comunhão à mesa na simplicidade dos seus lares. Contagiadas por esse sonho, foram compartilhá-lo com o patrão. Mas o patrão, indignado com tamanho absurdo julgou ser este um caso de polícia e resolveu transformar aquele sonho divino em um pesadelo infernal. No dia 8 de março de 1857 as portas da fábrica Cotton de Nova York foram trancadas e o edifício transformado em um grande crematório onde 129 mulheres foram sacrificadas. Mas a fumaça daquele holocausto espalhou-se por todo lugar levando consigo o sonho daquelas mulheres, contagiando e sensibilizando pessoas em todo o mundo que se encarregaram de tornar realidade aquele ideal. Mártires cremadas, fios lilases, gestantes de um mundo melhor inspiraram Clara Zetkin, a propor, durante o Congresso Internacional de Mulheres realizado na Noruega, em 1910, a instituição do Dia Internacional da Mulher. Desde então, a cada 8 de março, mulheres e homens reafirmam sua tarefa como tecelãs e tecelões de uma nova História.

Rev. Luiz Carlos Ramos e  Rev. Edemir Antunes